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18 de fevereiro de 2012
Costumo dizer que descrever um cenário é como pintar um quadro na mente do leitor, um quadro que deve ser pincelado com cuidado, caso contrário, destrói toda estória.

Voa tudo pelos ares.
Ok. Eu estou exagerando.



Muitos livros são escassos em descrições de cenários. Como a adorável comédia O Diário de Bridget Jones, o que faz muito sentido, já que Bridget não tem muita necessidade de descrever tudo o que já viu em seu diário. Leve isso em conta.



Uma coisa que eu sempre gosto de deixar claro, é que você não precisa descrever algo, se você não quer fazer, ou se você realmente acha que não consegue. Um texto pode ser muito empobrecido com descrições ruins. Ou pode sentar seu traseiro preguiçoso e ler este artigo até o fim. É uma opção.


 Opte por descrições curtas


“A sala era ampla, móveis de madeira clara e sofás beges. A tevê ultramoderna. Era tudo caro demais para meu gosto, com aquela falsa perfeição novelesca.”

Você estaria mentindo se dissesse que não viu a tudo na sua cabeça, mesmo que não detalhadamente. Só que a mente automaticamente atribuiu a coisas que você já viu. Por que é uma sala grande, de móveis (armários, talvez até uma mesinha) de madeira clara e sofás também claros.

Mas como o leitor pode saber que esta sala é de gente rica, pobre ou classe média? Simples. O eu lírico (o carinha que tá narrando aquela joça) comentou claramente o que acha da sala, muito perfeitinha, bem arrumada, como nas novelas. O que vai te fazer imediatamente adicionar aquelas obras de arte inúteis, quadros que ninguém se importa, detalhes. As vezes, pouco é muito. Principalmente se você não sabe nem "o pouco" direito, dane-se, falo mesmo.

Fiz um pequeno esquema para ajudar:
(a) Tamanho do local
(b) Objetos marcantes
(c) Cores ou sons dominantes
(d) Opinião do observador
 

Sendo que (d) vem preferencialmente depois, ou antes, de (a), (b) e (c). Se você colocar opinião entre um e outro, o leitor pode se perder um pouco. É como observar um lugar e permitir que o narrador tome (ou não) suas próprias conclusões pessoais sobre o que ele observou.

Isso resulta em uma descrição simples, porém eficaz para quem não quer perder tempo com lugares pouco importantes ou não consegue fazer algo bem elaborado. Você não precisa ser um mestre, apenas aprender o jeitinho.

Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Nossa você não faz ideia do quanto esta me ajudando gostei da matéria !

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  2. ameeei isso! Descrição de lugares não é o meu forte(só quando eu estou muuito inspirada^^)
    Isso vai me ajudar bastante!

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  3. Hey, Kezia! Então, eu adoro seu blog. Sério mesmo, sempre checo, porque amo as dicas que você dá. Espero que você faça a continuação desse post, porque descrições longas são um grande problema (pelo menos pra mim).
    Em fim, continue com o bom trabalho.

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